sábado, 26 de maio de 2012

Resposta à Revista Caras - "Criancas que convivem com animais podem desenvolver doenças graves"

Caros colegas, acabo de ler uma reportagem que a Caras publicou essa semana e, muito chocada com tamanha irresponsabilidade, escrevi um e-mail para eles.
Vou colocar minha carta na íntegra, desculpem se cometi algum erro, pois escrevi muito nervosa.








A matéria é: Crianças que convivem com animais podem desenvolver doenças graves

Respondi o seguinte:


Olá, acabo de ler a reportagem sobre os riscos que animais podem gerar para as crianças.

Sou médica veterinária e fico chocada quando vejo uma noticia dessa, de total irresponsabilidade, publicada por uma revista de grande visibilidade.

Em tempos onde todos estão lutando contra o abandono de animais, voces devem ter um zelo muito grande ao publicar uma matéria dessa, pois poderá gerar medo e aumentar o número de abandonos.

É muita irresponsabilidade vocês passarem uma informação dessa sem esclarecer melhor, por exemplo, o risco de uma criança desenvolver alguma doença através do consumo de alimentos e por estar em locais públicos é muito maior do que pelo seu convivio com o seu pet, que, se estiver devidamente vacinado, sem pulgas e sem vermes, tem um risco muito baixo de transmitir doenças.

A maior parte das doenças que vocês citaram tem como agente mais preocupante a falta de higiene dos pais ao manipular alimentos, ao oferecer brinquedos e objetos que caíram no chão, ou pelo simples fato de estar em um local publico, deixar a criança encostar em paredes, chaõ e corrimão e colocar a mão na boca.

Logo, não temos como manter as crianças em bolhas, é importante que ela tenha contato com alguns agentes para estimular o seu sistema imune.

Informo que tal matéria já está tendo um grande impacto negativo no facebook e outras redes sociais e que, irei publicar essa minha nota junto com a matéria de vocês, pois vocês são responsáveis pelo que publicam e toda a repercussão que isso pode ter na sociedade.

Espero que vocês procurem se informar com médicos veterinários antes de publicarem algo sobre zoonoses e outras informações sobre animais e seu convivio na sociedade. E que isso seja feito o mais rápido possível.


Att,
Nanci do Carmo


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Os Protetores de cães e gatos

Venho acompanhando, até de forma ativa, o trabalho, o drama e as vitórias de muitos e muitos protetores de animais no Brasil.

Esse é um assunto que me emociona muito, tendo em vista a luta diária que eu vejo de pessoas anônimas que, sozinhas ou mesmo em grupos de pessoas sozinhas, travam uma terrível guerra contra o abandono e a crueldade contra cães e gatos.
São pessoas que muitas vezes tiram dinheiro do seu próprio bolso para poder ajudar a um animal, pessoas que doam cômodos de suas casas para fazer os famosos "LTs" (Lar Temporários) para ajudar na recuperação e depois, na adoção responsável de um animalzinho. O que eles ganham com isso? apenas um prazer enorme em saber que mais uma vida foi salva e que mais e mais poderão ser salvas.

Essa luta silenciosa começa a ser reconhecida com a ajuda das redes sociais, onde ganham vozes e rostos e que, aos poucos, ganham a mídia e reconhecimento, começando a interferir em casos policiais e legais de abandonos e crueldade contra animais.

Os "Protetores" muitas vezes são vítimas de preconceitos ou chamados de "Protetores" em tom pejorativo.
Muitas vezes também são questionados de o porque de se preocupar tanto com os animais se há tantas crianças sofrendo.
Bom, para isso a resposta é sempre clara e a mesma: cada um tem a sua causa e sua motivação. O que seria dos animais se todos se preocupassem somente com crianças? OU, o que seria das crianças se todos se preocupassem somente com os animais? sendo assim, cada um deve direcionar suas energias para algo que o faça bem. Mas, direcione suas energias, não critique apenas!

O que tenho visto diariamente em diversos casos é a união que a rede de protetores tem em muitos momentos, unindo forças e multiplicando os pedidos de ajuda.
É incrivel também ver como a causa animal tem entrado na vida de inúmeras pessoas, que sempre amaram animais, mas que nunca souberam como ajudar afetivamente.
Vi isso à poucos dias e me sensibilizou muito, pois, precisei de ajuda para comprar ração para alguns gatos em Niterói e, em poucos dias, muitas pessoas já estavam sabendo do caso e doando. As pessoas tinham apenas a minha palavra e a vontade de ajudar, e mesmo assim, fizeram depósitos. Consegui comprar 60 quilos de ração!

A proteção animal está em fase de ascensão e ganhando cada vez mais adeptos e força. Isso se torna muito importante em um pais onde a violência contra animais é encarado com naturalidade e até mesmo como expressão cultural.

Para vc que é PROTETOR DE ANIMAIS em todo o puro sentido da palavra, meus PARABÉNS!
Para vc que ama animais e acredita e confia no trabalho dos Protetores, muito obrigada.

Que essa lute não termine, que não seja em vão!

Como Médica Veterinária peço ajuda aos meus colegas, tire 1 ou 2 dias do seu mês para se dedicar à animais carentes, pode acreditar em mim: isso lhe fará muito bem.




N.C







terça-feira, 1 de maio de 2012

SENCIÊNCIA ANIMAL - o que é e para que importa

E afinal, o que é SENCIÊNCIA e para que importa na discussão sobre BEM-ESTAR ANIMAL?






A palavra SENCIÊNCIA deriva da palavra SENTIRE do latim, e significa SENTIR.

De acordo com a definição de Singer (2002), senciência é a capacidade de sofrer, sentir prazer ou felicidade. Já Broom (2006), diz que:  “Um ser senciente é aquele que apresenta alguma habilidade para avaliar as ações de outros em relação a si mesmo e a terceiros, para se lembrar de algumas de suas próprias ações e suas consequências, para avaliar risco, para ter alguns sentimentos e para ter algum grau de consciência”


Resumindo, senciência é a capacidade que o individuo tem de sentir: sentir prazer, alegria, medo, angústia, dor, tristeza, etc. 


E para que importa?


À partir do momento que sabemos que um animal possui essa capacidade, é nosso dever evitar que estes tenham sentimentos negativos e fazer com que haja os positivos, ou seja, se sabemos que tal procedimento irá causar dor em um animal, como uma cirurgia, devemos utilizar recursos que evitem esse sentimento, como a analgesia e anestesia, ou, ampliado mais, podemos falar do medo: se sabemos que um determinado manejo irá gerar o medo nos animais, devemos evitá-lo ao máximo, como por exemplo: deixar um suíno sozinho. Sempre que possível, todo o manejo deverá ser feito em pequenos grupos, pois assim, eles se sentirão mais seguros.


Mas quais animais são senciêntes?


O que atualmente é aceito, é que todos os VERTEBRADOS (isso inclui:peixes, anfíbios, aves, répteis e mamíferos) são senciêntes. No entanto, diversos pesquisadores já inclui nessa lista, os cefalópodes (lulas, polvos, chocos e nautilus) e os crustáceos decápodes (caranguejos, lagostas e camarão), inclusive, em alguns países, esses animais já estão incluídos nas leis de proteção animal. 


OU seja, é uma discussão ainda aberta no meio cientifico e tudo pode mudar com o tempo. Aqueles que até hoje são considerados como não senciêntes poderão ter essa capacidade comprovada no futuro. Sendo assim, devemos partir do principio de que TODOS  os animais sentem e, à partir daí, evitar causar dor e sofrimento à eles.


Como a evolução dos animais seguiu diversas linhas e em diversas formas e intensidades, de acordo com a sua necessidade, é de se acreditar que essa capacidade de SENTIR também tenha evoluído de diversas formas nas populações animais, até para se garantir a sobrevivência, porque a SENCIENCIA irá permitir que um animal evite situações que causem DOR e lesões e o MEDO irá fazer com que os animais fujam de situações de risco.


Logo, a SENCIÊNCIA  deverá ser abordada QUANTITATIVAMENTE e não QUALITATIVAMENTE, ou seja, a melhor pergunta seria: QUAL O GRAU DE SENCIÊNCIA DE UM ANIMAL?  e não, ESSE ANIMAL É SENCIÊNTE OU NÃO?


Abordagem comportamental


A abordagem neurológica para a comprovação de existência da senciência toma como ponto    fundamental, a CAPACIDADE DE APRENDIZAGEM de um animal, ou seja, um animal que foi exposto à uma situação que trouxe alguma experiência negativa, como dor ou medo, irá tentar evitar passar por isso novamente.


Ex. um rato que pisou em uma placa eletrificada e recebeu um choque, irá evitar ao máximo ter que pisar na placa novamente.


OBS. Em relação a capacidade de aprendizagem, é abordada a presença da memória, independente se é de curta ou longa duração, mas se ela existe.


Um vídeo bem legal sobre isso, é a do corvo produzindo ferramenta para pegar o alimento. 





Abordagem neurológica


Nessa abordagem, investiga-se as semelhanças estruturais e fisiológicas entre os animais.


Tronco cerebral e conexão tálamo-cortical - estruturas fundamentais para a senciência - presente em todos os vertebrados!!!


Nociceptores - estruturas simples que transmitem diversos estímulos, como a dor - presente em todos os vertebrados!!!


No entanto, como já foi dito antes, a evolução percorre diversos caminhos, sendo assim, a ausência de estruturas associadas com a senciência nos humanos em certos animais, não permite a conclusão de que esses animais não são sencientes.


As emoções fundamentais


Em seu livro " O bem-estar dos animais", Temple Grandin fala muito sobre a teoria do Dr. Panksepp (1998) sobre as emoções fundamentais dos animais.


De acordo com esse pesquisador, os animais já nascem com alguns sistemas de emoções fundamentais, como BUSCA, RAIVA, MEDO e PÂNICO. Esses sistemas serão bases para diversos outros sentimentos e explicarão comportamentos.



  • BUSCA
Esse sistema gera o impulso básico para o animal procurar, investigar e dar sentido ao ambiente.
Gera PRAZER ao animal.


Ex:. o ato de fuçar do suíno é gerado por essa emoção. O animal terá um estimulo e "esperança" de encontrar algo interessante. Gera prazer ao animal. Por isso, oferecer recursos que permitem esse comportamento nos suínos, é muito importante. A sua ausência causará FRUSTRAÇÃO.


É o mesmo sentimento que estimula os gatos à caçar (mesmo que não seja para se alimentar) ou o cão a farejar.



  • RAIVA
A raiva é gerada pela estimulação em áreas subcorticais do cérebro.
É essa a emoção responsável pela energia necessária para o animal lutar ou fugir, ao ser capturado, por exemplo.


A FRUSTRAÇÃO será uma forma amena da RAIVA, quando o animal é restringido ou coibido. 


ex:. porcas presas em gaiolas de gestação, impedidas de fuçar e movimentar-se, convive com a frustração e, por isso, muitas vezes desenvolvem os COMPORTAMENTOS ESTEREOTIPADOS.



  • MEDO
Estimulado quando a sobrevivência está ameaçada, envolvendo desde o nível físico, como o mental e social.
É essa emoção que faz com que os animais sintam a necessidade de fazerem ninho - o medo irá fazer com que o animal procure lugar que não ofereça ameaças à sua prole.


Animais impedidos de fazerem ninhos, como poedeiras em gaiolas, vivem com essa emoção estimulada.



  • PÂNICO
Está mais relacionado com os vínculos sociais.
Acredita-se que essa emoção tenha evoluído da dor física. Isso explicaria porque a morte de um ente querido causa sensação de dor físico, e, o mesmo pode acontecer com animais.


Ex:. Um suíno separado do seu grupo entra em pânico, é visível, e isso dificulta muito o manejo desse animal.


A dor para os animais


A dor possui uma função protetora para os indivíduos, pois sinaliza o risco à sobrevivência do animal, disparando o sistema de luta ou fuga.


A dor para um animal pode ser pior para os animais do que para os homens, pois, o homem sabe o que está acontecendo e que certos tratamentos ou medicamentos poderá aliviar esse sentimento, e o homem tem a capacidade de uma visão futura sem essa dor (a esperança), já o animal não tem essa expectativa, ele não entende que alguns procedimentos nossos em relação à ele irá diminuir ou cessar aquela dor, ou ele não imagina que a dor de estomago, por exemplo, poderá já não existir amanha.
O animal VIVE  a dor em sua magnitude, como a VERDADE e não como algo passageiro, por isso sofre mais, pois não há a esperança.
(espero ter sido clara aqui, essa parte é meio filosofal,rs)


Resumindo (se é que é possível)


Devemos, então, ter em mente dois princípios básicos:


O principio da HOMOLOGIA  e o principio da  PRECAUÇÃO



        ›Principio da Homologia: 
        vários animais apresentam similaridades anatômicas, genéticas, comportamentais e  evolutivas com o ser humano, as quais tornam provável a existência de senciência;

Principio da Precaução:
Se existe uma possibilidade de senciência nos animais, temos a obrigação de considerar esta senciência em nossas decisões



Para finalizar:


Uma vez que não existe resposta clara sobre quais animais são sencientes, dar aos animais o benefício da dúvida torna-se um dever moral, sendo necessário tratá-los como seres sencientes (SEMPRE  e a TODOS).


Vejam esse último vídeo. É uma graça!!!






N.C

















quinta-feira, 26 de abril de 2012

IV ENCONTRO DE ÉTICA, BIOÉTICA E BEM-ESTAR ANIMAL - principais discussões

Olá,

Hoje, estive presente no IV ENCONTRO DE ÉTICA, BIOÉTICA E BEM-ESTAR ANIMAL em Niterói. Um evento realizado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária - CFMV.

As palestras foram muito interessantes e por isso, gostaria de compartilhar um breve resumo e meus pontos de vista em relação a alguns dos temas.

Primeiramente, o fato do CFMV estar realizando tais eventos, já merece um bom parágrafo porque é um bom termômetro de como o tema está se tornando importante e mais evidente na Medicina Veterinária, fato esse, que comemoro muito, pois em meu tempo de estudante enfrentei muitos preconceitos por parte de professores e até colegas que diziam que o assunto não tinha relevância e que nunca seria aplicável. No entanto, pouquíssimos anos depois, já vejo esse quadro bem diferente, com professores se atualizando, com o surgimento da disciplina sobre o BEA e, principalmente, vendo outros estudantes se interessando. Isso me deixa muito feliz, saber que não lutei em vão, embora minha luta esteja apenas começando. Vamos, então, ao que interessa!


  •  A primeira palestra foi da Drª Carla Molento e o tema era "Senciência e Bem-estar de Animais de Produção"

Em sua apresentação, ela falou sobre os conceitos de senciência e os animais considerados sencientes (oficialmente, os todos os vertebrados - mas irei fazer um post só sobre senciência e detalharei tudo).

Outro assunto importante que ela tocou, foi em relação aos mitos existentes sobre o BEA, como por exemplo:
MITO 1 - "se o animal está produzindo, seu BEA está alto."
MITO 2 - "BEA aumenta os custos de produção."
MITO 3 - "BEA aumenta a produtividade."

O 1 é um mito completo, pois o animal pode estar em péssimas condições e, mesmo assim, manter a produtividade (ex.: galinhas poedeiras em sistemas de gaiolas).
O 2 e o 3 são muito relativos, não se pode afirmar e nem negar, pois isso irá depender muito das tecnologias empregadas, manejo, etc...

Ela nos mostrou alguns gráficos interessantes sobre a relação BEA x Produtividade e Intensificação da produção x BEA.

Falou, também, sobre pesquisas realizadas acerca da percepção do consumidor sobre o BEA, onde os resultados demonstraram que à partir do momento que o consumidor tem algum conhecimento relacionado à forma como os animais são criados, ele passa, então, a se importar com isso na hora de escolher os seus alimentos. Ou seja, precisamos de meios de informar mais o consumidor sobre como o alimento chega na mesa dele e as opções que ele pode ter e, aí sim, julgar se a população quer ou não pagar por isso.

Deixarei 2 trabalhos super interessantes da Carla Molento para vocês lerem.
Produção e bem-estar animal
Senciência animal


  • Uma outra palestra bem interessante foi a do Dr. João Moreira da Costa Neto, professor de técnica cirúrgica e cirurgia da Faculdade Federal da Bahia - UFBA.
Tema: Ética e Métodos Substitutivos ao uso de animais em ensino.

Essa é a segunda vez que vejo esse professor falar sobre seus métodos e, novamente, me encantei pelo trabalho que ele realiza.
Ele defende uma coisa que, eu falando aqui vai parecer muito óbvia, mas que não é a realidade na maioria das universidades. Ele defende que os alunos só devem ter aulas práticas com animais, quando esses alunos estiverem aptos para realizar os procedimentos oferecendo, então, um menor risco aos pacientes.

E como ele faz isso? Simples (ele falando fica mais simples ainda): ele disponibiliza diversos manequins, estofados e outros sistemas que simulam tecidos e órgãos; no entanto, o que é mais fascinante, é que ele mesmo produz esse material, tendo em vista que no comércio, são muito caros.

A partir desses materiais, ele simula diversas situações de rotina cirúrgica para treinar os alunos, desde técnicas de assepsia e antissepsia, como técnicas de diérese, hemostasia, tipos de rafia, etc. Com direito a hemorragia  e tudo! Tudo para simular as situações que ocorrem na sala.

Além disso, ele mostrou, também, outras formas de ensino, como aulas interativas online, dvds detalhando as cirurgias reais e vários outros métodos.

É muito bom ver um professor trabalhando assim, com amor pela profissão, pelos alunos e principalmente, com respeito aos animais.

Vocês podem conhecer um pouco mais do trabalho dele no site abaixo:
Técnicas cirúrgicas e métodos substitutivos no ensino


  • Outra importante palestra foi a da Drª Rosangela Ribeiro - Gerente de Programas Veterinários da WSPA, com o tema "Desastres naturais e impactos no BEA".
O tema fora abordado com bastante clareza, sendo exemplificados os diversos  tipos de desastres e as principais formas de atuação, não somente após ao acontecimento, mas também, antes, em cidades em risco, alertando os moradores sobre como devem agir. E, também, no preparo das equipes que atuarão, pois inúmeros problemas ocorrem durante os resgates e cuidados imediatos e mediatos devido à falta de organização das equipes atuantes nas áreas afetadas.

A palestra foi interessante por mostrar o trabalho da WSPA em relação à isso e como esse trabalho deve ser feito, devendo haver uma elaboração e planejamento para cada ação.

A WSPA, inclusive, tem excelentes materiais de orientação à população em caso de desastres naturais.
Para saber mais, acesse o link abaixo.
Como agir em situações de emergência - WSPA


Bom, outras excelentes palestras foram oferecidas, falando de temas como eutanasia, controle da dor e indicativos comportamentais da dor, entre outras, que não entrarei em mais detalhes agora, mas que não são menos importante dos que as que eu relatei acima.

Espero que tenham curtido.
Não percam a oportunidade de participar de eventos futuros sobre o tema. O que eu ficar sabendo, irei postar aqui.

Ah! Não deixem de acessar os links que deixei, com certeza será bem legal!

Obrigada,

N.C









quarta-feira, 25 de abril de 2012

domingo, 22 de abril de 2012

Apresentação e intenção do blog

Olá,

sou médica veterinária e direcionei toda a minha formação para o bem-estar animal, iniciando meu estudo em bea com animais em zoológicos e por fim, com os animais de produção.

Mas a minha paixão não se limita a uma ou outra classe de animais, sendo assim, gosto de estudar e discutir tudo o que tange a qualidade de vida dos animais, desde a experimentação em pequenos animais, como o abate de grandes animais, pois acredito que algumas coisas não deixarão de existir, mas que o sofrimento animal pode e deve ser evitado ao máximo.

A intenção da criação desse blog é discutir o que é o Bem-estar Animal, como ele pode ser aplicado em diversos ramos (produção animal, pets, experimentação, entretenimento, entre outros) e discutir diferentes ideias de como ele pode influenciar na vida dos animais e da sociedade.

Aqui tentarei expor as minhas ideias acerca do assunto e espero criar discussões, onde diversos pontos de vistas serão expostos. Afinal, a discussão sobre esse tema é recente e muitas arestas precisam ser aparadas.

Tenho como intenção também, discutir o consumo consciente, pois é nosso dever saber a origem e como os alimentos e produtos que consumimos afetam a vida dos animais, e poder ter escolha entre um ou outro produto de acordo com o método que esse utiliza.

Logo, tentarei criar uma linha de pensamentos (posts), iniciando com conceitos básicos de bem-estar animal e senciência e, depois, abrindo para outros temas.

Convido à todos à participar e expor suas ideias e dúvidas sobre os temas.

Obrigada.


N.C




sábado, 21 de abril de 2012

Livros e artigos recomendados

Segue abaixo, alguns livros que irei utilizar e recomendar para vocês. Com o tempo irei inserir mais.

* 1- Abate Humanitário de Suínos - Charli B. Ludtke, et al. - WSPA
* 2 - Abate Humanitário de Aves -  Charli B. Ludtke, et al. - WSPA
* 3 - Abate Humanitário de Bovinos -  Charli B. Ludtke, et al. - WSPA
 4- Na lingua dos bichos - Temple Grandin
 5- O bem-estar dos animais - Temple Grandin
 6- Comportamento e bem-estar dos animais domésticos - Broom
 7- Experimentação Animal - Razões e emoções para uma ética - Rita Leal Paixão
 8- Animal Machines  Ruth Harrison
 9- Manifesto pelo direito dos animais  Manuella Chuai
 10- Libertação Animal - Peter Singer

 * esses três livros já estão prontos e em breve estarão disponíveis no site www.abatehumanitario.org (o site deverá ser lançado em breve)

Obs. Bom, não reparem que ainda tem poucos e que a ordem não está legal, mas inseri conforme fui lembrando. Com o tempo, irei atualizando.

Leituras obrigatórias

Olá, pessoal.

Não posso iniciar um blog sobre esse assunto, sem citar grandes obras sobre o tema. Tomarei esses livros como base para muitas coisas que pretendo postar. Servirá também como recomendação de leitura.

Nesse blog irei abordar o tema bem-estar animal em sua amplitude, falando sobre tudo acerca do assunto e sobre todos os animais, mas de antemão, antecipo que o meu foco principal será o BEA na produção animal.

Espero que curtam e que excelentes discussões e grandes esclarecimentos sejam gerados.

Um grande abraço.

Em meu próximo post, irei citar os livros e artigos recomendados.